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Subsídio bíblico para a Escola Dominical - classe dos Adultos. Subsídio para a Lição: 5 | Revista do 4° trimestre de 2019 | Fonte: E-book Subsídios EBD Vol. 18 | VEJA aqui OS NOVOS SUBSÍDIOS.

INTRODUÇÃO
Os capítulos 8 e 9 do primeiro livro de Samuel iniciam a transformação de Israel em uma monarquia. Moisés havia previsto que um dia Israel teria um rei (Dt 17.14-20). Contudo, nesse momento histórico, o motivo de Israel pedir um rei é errôneo (1 Sm 8.1-5). Deus diz a Samuel, agora idoso e próximo a sair de cena, para advertir Seu povo. Mas, quando Israel insiste em ter um rei, Samuel é instruído a honrar seu pedido (1 Sm 8. 6-22). Agora a cena muda, e encontramos o jovem Saul ocupado em procurar jumentas perdidas (9.1-5). Saul e seu servo recorrem a Samuel para pedir ajuda (vv. 6-14), e este o reconhece como a escolha de Deus para assumir o trono (vv. 15-20). [1]

O POVO APRESENTA SUAS JUSTIFICATIVAS PARA TER UM REI
O termo rei (hb. melek) [1 Sm 10.24; Dt 17.14].  pode referir-se a um governador insignificante de uma cidade pequena (Js 10,3) ou ao monarca de um vasto império (Et 1.1-5). A jurisdição de um reino antigo incluía o sistema militar (1 Sm 8.20), o económico (1 Rs 10.26-29), a diplomacia internacional (1 Rs 5.1-11) e o sistema legislativo (2 Sm 8.15).

O rei também agia como um líder espiritual (2 Rs 23.1-24), embora os reis de Israel fossem proibidos de algumas atividades sacerdotais (1 Sm 13.9-14). A Bíblia apresenta Davi como um exemplo do rei reto que colocou no seu coração servir fielmente a Deus (At 13.22). A promessa do Senhor de dar ao que venceu Golias um reino eterno (2 Sm 7.16) foi realizada em Jesus Cristo, cuja ancestralidade humana veio da família real de Davi (Lc 2.4).

Sabendo que Israel precisava de um governo central mais forte, os anciãos apresentaram a Samuel seu pedido e vários argumentos para apoiá-lo. Destes, os dois primeiros devem ter ferido Samuel até a alma: ele estava velho e não tinha sucessor algum e seus filhos não eram piedosos e aceitavam subornos (1 Sm 8.3-5).

1. A velhice de Samuel.
“Então todos os anciãos de Israel se congregaram e foram falar com Samuel, em Ramá.  Eles disseram:
— Veja! Você está ficando velho e os seus filhos não andam pelos seus caminhos” (1 Sm 8.4,5ª – NAA).

2. Os filhos de Samuel estavam despreparados para suceder seu pai.

Samuel estava velho. Seus filhos não estavam preparados para sucedê-lo.
“Quando Samuel ficou velho, constituiu os seus filhos por juízes sobre Israel.  O primogênito se chamava Joel, e o segundo se chamava Abias. Eles foram juízes em Berseba. Porém os filhos de Samuel não andaram pelos caminhos dele; ao contrário, inclinaram-se à avareza, aceitavam suborno e perverteram o direito” (1 Sm 8.1-3 – NAA).

Os filhos violaram a cláusula mais básica da Lei do Antigo Testamento referente à prática da justiça (Êx 18.21; 23.2; 6, 8; Dt 16.19; 24.17). E comum sugerir que Samuel e Eli (1 Sm 2) devem ter sido culpados, e que talvez, por darem canto tempo ao seu ministério, tenham negligenciado a família. Mas o próprio povo de Deus, Israel, a quem amava, cuidava, e disciplinava, também se perdeu. Não culpamos a Deus pela escolha pecaminosa dos Seus filhos. Não sejamos tão apressados em culpar pais piedosos pelas escolhas pecaminosas de seus filhos.

3. O povo desejava imitar o sistema de liderança das outras nações.

Israel queria ser como as outras nações. Israel queria um comandante militar para “pelejar nossas batalhas”.

“[...] queremos agora que você nos constitua um rei, para que nos governe, como acontece em todas as nações” (1 Sm 8.5 – NAA). Seremos como todas as outras nações. O nosso rei poderá nos governar, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras (1 Sm 8.20 – NAA).

Israel não deveria ser como as outras nações, pois Deus era seu Rei, e o lideraria na batalha.

Cada motivo dado por Israel mostra menosprezo ou implícita rejeição a Deus. Não procuremos nossas próprias soluções quando chegarmos a um ponto crítico em nossas vidas. Façamos o que Israel não fez. Voltemo-nos para Deus em oração e peçamos a Ele por Sua solução.

Quando os anciãos pediram para ter um rei "como o têm todas as nações" (1 Sm 8.5, 20), estavam se esquecendo de que a força de Israel deveria ser diferente da força de outras nações. Os israelitas eram o povo da aliança de Deus, e ele era seu Rei. A glória de Deus habitava no meio deles e a lei de Deus era sua sabedoria. (Êx 19.3-6; 33.15, 16; Lv 18.30 e 20.26; Nm 23.9.) Porém, os anciãos preocupavam-se com questões de segurança nacional e de proteção contra os inimigos a seu redor. Os anciãos se esqueceram de que o Senhor era o Rei de Israel, aquele que dava a seu povo o exército e a capacidade de derrotar os inimigos.

4. As consequências que Israel teria por ter um rei.
·        Primeiro, um rei tomaria os filhos dos israelitas para lavrar a sua lavoura, segar a sua sega e preparar a guerra. Para que corram adiante dos seus carros é uma referência ao carro oficial do rei. Corredores serviriam de mensageiros, anunciando a chegada do rei.
·        Segundo, um rei tomaria as jovens mulheres para trabalhar no palácio e servir à sua corte.
·        Terceiro, um rei poderia cobrar impostos sobre a produção de alimentos do povo. Ele poderia ficar com o melhor da produção. Dizimará. O resultado dessas ofertas seria usado para pagar os salários dos empregados e servos do rei.
·        Quarto, um rei poderia apropriar-se dos servos dos israelitas e dos seus melhores jovens e jumentos. Cidadãos seriam forçados a trabalhar a serviço do rei tanto quanto os escravos.
·        E, quinto, o rei tomaria a liberdade pessoal do povo.

SAUL, O REI ESCOLHIDO (1 Sm 10)

Samuel, em sigilo, unge[2] Saul como rei de Israel (10.1) e faz predições que confirmarão Saul como a escolha de Deus (vv. 2-7). Samuel também dá instruções específicas a Saul para serem seguidas em um tempo futuro indefinido, quando Saul encontra-se em Gilgal (v. 8). Saul volta para casa, e nada diz sobre a unção em segredo (vv. 9-16). Samuel convoca uma assembleia de todo Israel. Lá, talvez usando, Saul é publicamente identificado como a escolha de Deus para Rei de Israel (vv. 17-24). Apesar de a maioria estar contente com Saul por causa de sua impressionante altura, alguns reclamam (vv. 26-27).

1. Quem era Saul?
Saul é uma palavra hebraica que significa “solicitado” ou “esmolar". Ele foi o primeiro rei de Israel quando esse país deixou de ser governado por juízes e tornou-se mais semelhante aos países vizinhos. Seu período de reinado foi de 1050 a 1010 a.C. 1 Samuel 8 inicia sua história, que se encerra no capítulo 31, onde também acaba 1 Samuel. Saul iniciou humilde, mas à medida que o tempo passou ele perdeu controle, tornando-se arrogante e irracional.

a) A família de Saul.

Saul era o filho de Quis, da tribo de Benjamim[3] (1 Sm 9.1). Sua genealogia é fornecida em 1 Crônicas 8.33. É provável que Saul tivesse irmãos e irmãs, mas não há registro disso. Pelo menos sabemos que ele teve quatro filhos com sua primeira mulher, cujos nomes são fornecidos em 1 Crônicas. 8.33 e 9.39. Uma concubina deu a ele outros dois filhos (2 Sm 21.8, 11). E havia também duas filhas, incluindo Mical, que foi mulher de Davi.

b) O aspecto físico de Saul.

No tocante a seu aspecto físico, Saul era alto e forte, o tipo de rei que o povo iria admirar. Até mesmo Samuel, com toda sua percepção espiritual, empolgou-se quando o viu (10.23,24). Saul possuía certa modéstia (1 Sm 9. 21; 10.14-16), mas não havia indicação alguma
de que tivesse vida espiritual ativa.

c) O tipo de pessoa que não se importava muito com a vida espiritual.

Saul vivia em Gibeá, localizada a cerca de oito quilômetros de Ramá, cidade onde Samuel morava. No entanto, Saul nem sequer sabia de um fato conhecido por todo Israel (1 Sm 3.20): que um homem de Deus chamado Samuel vivia em Ramá. O texto de primeiro Samuel 9.6, sugere que Saul realmente não conhecia a respeito de Samuel, embora o seu servo e todo Israel o conhecessem. [4]

Como era possível Saul viver tão perto do líder espiritual de Israel e não saber dele?

Trata-se, em parte, de um mistério, mas também indica que Saul simplesmente vivia e trabalhava nas lavouras com a família em Gibeá e cuidava de sua vida.

Três vezes por ano, todos os israelitas eram obrigados a participar das festas religiosas realizadas no Tabernáculo: a Páscoa com a Festa dos Pães Asmos, a Festa da Colheita, e a Festa das Cabanas (Dt 16.16). O Tabernáculo estava localizado em Siló, o centro religioso da nação - Js 18.1. Mas ao que parece, Saul, não participava das festas anuais e não se preocupava muito com questões espirituais.

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Auxílio complementar



[1] RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 5ª edição de 2006 - CPAD
[2] Havia dois tipos de unção no período bíblico. Uma cerimônia de unção envolvia derramar óleo sobre a cabeça ou o corpo da pessoa a ser honrada (SI 133.2). Uma unção oficial usava o mesmo processo, mas significava uma consagração ou separação para os serviços religiosos (Êx 29.7; 30.25; Lv 8.12). A unção de um líder era, na verdade, um ato religioso. Por isso, Davi tinha tamanha consideração e respeito por Saul, recusando-se a levantar a mão contra o ungido do Senhor (1 Sm 24-6).
[3] Benjamim era a segunda menor tribo no primeiro censo depois que os israelitas saíram do Egito (Nm 1.36,37). A tribo foi reduzida a 600 homens de guerra durante o castigo de Benjamim pela atrocidade cometida em Gibeá (Jz 19.20).
[4] Bíblia de Estudo King James (BKJ)

 
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