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Subsídios para a classe de Jovens. Lição 11 – 4° trimestre de 2018
I - Sinais e Prodígios Atendem às Necessidades das Pessoas
Deus não faz sinais e milagres simplesmente por fazer, ou seja, sem um objetivo. Se virmos os evangelhos e o livro de Atos, perceberemos que os sinais e maravilhas ali relatados tinham, além de glorificar a Deus, outra função: ajudar pessoas. A Bíblia registra que muitas pessoas no tempo de Jesus eram doentes e buscavam a cura: “[...] e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades” (Lc 5.15). Essas pessoas queriam ser alcançadas pelo Senhor e ter suas vidas restauradas. Não creio que haja qualquer pecado em buscar ao Eterno para receber uma cura. Alegar que todos que buscam por milagres em Deus têm intenções egoístas e que dependem de milagres e grandes feitos de Deus para terem fé é uma acusação séria, pois somente o Senhor conhece a intenção do coração de cada pessoa que a Ele acorre para ser socorrida. E fácil ter um discurso condenatório e anti-sobrenatural diante da dor dos outros.

Quando Jesus trouxe de volta à vida o filho único de uma mulher viúva — um sinal claro do poder de Deus e da autoridade de Jesus —, “de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo” (Lc 7.16). Esse milagre distinguiu Jesus como profeta aos olhos do povo e fez com que glorificassem a Deus. Trazer de volta da morte o filho único de uma viúva foi uma bênção de Deus para a mãe do rapaz. Deus não apenas se utiliza de milagres para ajudar pessoas necessitadas ou para corroborar a mensagem do evangelho, mas também para glorificar o seu nome.
1. O Devido Cuidado com a Procedência dos Milagres


E preciso ter cautela para não demonstrar descrença em relação ao que a Palavra de Deus fala. Os fariseus viam Jesus operando sinais e prodígios e, mesmo assim, não conseguiam vê-lo agindo. O Eterno jamais disse em sua Palavra que os milagres deixariam de existir a partir do terceiro século de nossa era. Essa opinião despreza a certeza de que o Senhor tem todo o poder e pode agir como lhe convier.

Uma das críticas dos cessacionistas — pessoas que ensinam que os milagres, conforme relatados no Novo Testamento, não são para os dias de hoje — em relação aos pentecostais e continuistas reside na ideia de que os milagres hoje manifestos seriam imitações falsas ou mesmo malignas dos milagres relatados no Antigo e no Novo Testamento ,, pois, para os cessacionistas, Deus não mais faria os mesmos milagres em nossos dias. As ocorrências de sinais e prodígios devem ser investigadas, pois poderiam ser manipulações humanas e psicológicas. Deus fez milagres somente para que a Igreja fosse estabelecida, mas, depois que o cânon foi fechado, milagres não seriam mais necessários.

Os cessacionistas interpretam a Bíblia com a convicção de que o Senhor não interfere mais no mundo hoje como interferia antes e que basta a pregação da Palavra para atrair pessoas. Com base nisso, quando ouvem falar de milagres, de curas maravilhosas, de manifestações do poder de Deus, atribuem tais coisas ao inimigo ou a uma manipulação psicológica de pregadores avivalistas.

A verdade é que o Eterno não é obrigado a mudar sua forma de agir por uma convicção teológica dos homens. Ele não mudará a sua Palavra porque um grupo de pessoas não crê que Ele possa operar sinais e maravilhas. E muitos desses críticos, quando enfermos, buscam em Deus justamente aquilo que eles dizem que, até o momento, não existe mais, ou seja, curas e milagres. Que o Senhor nos guarde desse tipo de incredulidade.

Pentecostais não são contra checar a origem dos milagres. É natural que se averigue se um testemunho tem realmente a veracidade necessária para convencer as pessoas. Entretanto, partir do pressuposto de que todas as ocorrências de milagres em nossos dias são inexistentes ou mesmo falsificações fere não apenas a Palavra de Deus, como também é desonestidade intelectual. Se já partimos com pressupostos formados antes mesmo de iniciarmos nossa investigação, dificilmente mudaremos nossa forma de pensar.

Sinais e prodígios são, portanto, concessões de Deus para que o glorifiquemos e vejamos pessoas sendo abençoadas.



II - Sinais e Prodígios Confirmam a Pregação Pentecostal

1. Sinais Seguem os que Creem

Uma verdade dita por Jesus é que os sinais representativos de sua autoridade sobre as doenças, sobre os espíritos malignos, para falar em outras línguas, são dados aos que creem. Da mesma forma que a fé é necessária para que Deus opere, pentecostais aceitam o desafio com fé de, em nome de Jesus, aceitar que milagres e sinais podem ocorrer em nossos dias, e é isso que vemos em nossas igrejas. Crentes que levam a sério o que o Senhor Jesus disse não descreem dessa verdade, pois Jesus não falou pelo simples desejo de ouvir a própria voz. Ele sabia que sinais seguiriam os que criam nEle, e isso é exatamente o que vemos no livro de Atos.

Os sinais seguem os que creem, e não os que creem é que seguem sinais. Quem se baseia unicamente nos milagres sendo realizado a sua volta para terem certeza de que estão andando com Deus vai ter dificuldades no dia em que Ele decidir não fizer milagres. Nosso crescimento espiritual deve vir de uma relação com o Senhor baseada na leitura da Palavra, da oração e de uma mudança de caráter, na submissão à vontade dEle. Milagres sempre serão bem-vindos e farão com que pessoas sejam abençoadas, mas nossa fé deve ser madura para que não percamos o ânimo ou a confiança no Eterno diante das adversidades se Ele, porventura, não operar sinais poderosos através de nossas vidas um dia.

2. Milagres e o Ensino da Palavra de Deus

Podemos viver num ambiente de milagres, mas isso não nos isenta de sermos pessoas que buscam a Palavra de Deus. A Igreja Primitiva buscava a base de suas ações na Palavra, e o mesmo devemos fazer. Milagres, sinais e prodígios são realizados de acordo com a vontade de Deus, mas não podem substituir a dedicação ao estudo e o ensino da Palavra. Jesus fazia milagres, e os apóstolos também o faziam com autoridade, mas eles não deixavam de ensinar e pregar as Escrituras.

Milagres podem atrair pessoas, e Deus não deixa de fazê-los, pois eles glorificam o seu nome. Ele, todavia, deseja algo mais de nós, como a transformação do caráter pelo novo nascimento, que vem, sim, pelo poder que Deus dá àqueles que aceitaram a Cristo. Ter uma vida transformada, ser feito filho de Deus, ser justificado e ter os pecados perdoados só acontecem por uma ação direta do próprio Deus. Esse poder é concedido àqueles que receberam a Jesus e creram no seu nome,

Sinais e prodígios são válidos para os nossos dias e são uma prova viva de que o Senhor continua agindo na história, trazendo ordem ao que estava desordenado e trazendo a glória para o seu nome. Não de vemos, porém, deixar de ensinar, pregar e aprender a Palavra de Deus.

3. Testemunhos Registrados no Mensageiro da Paz

Para tratar da contemporaneidade da operação de milagres, reservei alguns testemunhos públicos de curas e milagres registrados no Jornal Mensageiro da Paz, órgão oficial de divulgação das Assembleias de Deus.

Os testemunhos têm nomes de pessoas e igrejas. Eles foram publicados nos anos de 2014 a 2016 e, portanto, são recentes. Sendo testemunhos, devem ter valor para que se chegue à conclusão de que o Senhor opera em nossos dias. Ou não.

O apelo ao testemunho é mais do que a alegação de uma experiência subjetiva. Os evangelhos foram escritos por inspiração divina e com base em testemunhos, e o livro de Atos também. Não comparo estes testemunhos à revelação escrita. Apenas lembro que os testemunhos nos dias de Jesus e dos apóstolos foram importantes e, portanto, não vejo motivo para desqualificar essas provas em nossos dias. Alegar que Jesus continua a salvar pessoas, escolhidas ou não, perdoar-lhes os pecados, fazer delas novas criaturas e não cumprir o que Ele prometeu em relação à operação de sinais, curas e milagres é um contrassenso.

• Um evangelista chamado Jacson Rodrigues Ferreira, casado com Raquel Barboza, da Assembléia de Deus em Cruzeiro do Oeste, PR, tiveram um filho, André, que, com um ano e seis meses de vida, não tinha firmeza nas pernas, e foi descoberto que ele teve uma Luxação Congênita de Quadril. Essa doença também é chamada de Displasia de Desenvolvimento do Quadril; é um deslocamento dos ossos que formam essa parte do corpo. O bebê passaria por um tratamento doloroso. O diagnóstico foi confirmado por um ortopedista. Somente uma cirurgia poderia corrigir aquele problema. Após orar pelo seu filho, o casal levou os exames — um de raios-X e uma ultrassonografia — para marcar uma cirurgia, e, para a surpresa do médico, os exames mostraram que a luxação não mais existia. Após medir as pernas do menino, o médico disse que o menino havia sido curado e não precisava de uma cirurgia. Os exames foram levados a outra médica especialista, que admitiu que o menino havia sido contemplado por um milagre. (Mensageiro da Paz, janeiro de 2014)

• Carla Ferreira de Melo, da Assembleia de Deus em Cordovil, aos 22 anos, em 2001, recebeu um duro diagnóstico: tinha um tumor maligno no útero. Iniciando o tratamento no Hospital Mario Kroef, foi confirmado o diagnóstico, e Carla buscou ao Senhor. No dia da Santa Ceia, foi à igreja e, tendo leito oração, no momento da comunhão, sentiu como se um percorresse seu corpo. Um presbítero chamado Oswaldo Estrela disse em público que, no momento da comunhão, tinha visto um fogo descendo do céu e envolvendo Carla. Ele terminou dizendo: “Deus mandou te dizer: Você está curada”. Carla pediu para que novos exames fossem feitos e, para surpresa dos médicos, ela havia sido curada. (Mensageiro da Paz, fevereiro de 2014).


• Eliezer Lima Castanho, da Assembleia de Deus em Vila Oficinas (PR), casado com Viviane e pai de Eduardo e Júlia, teve uma pequena lesão nos lábios e procurou um dermatologista. Feitos os exames, o laudo foi inconclusivo. A ferida piorou e, após três anos, outro especialista constatou, após novos exames, que Eliezer, que é músico trompetista, tinha um câncer maligno na pele, o Carcinoma Epidermoide. O mal já havia enraizado, e a cirurgia seria complicada. A cirurgia tiraria dele parte dos lábios e atingiria a face. O músico não poderia mais louvar a Deus com seu trompete. Tendo ido à igreja, o pregador da noite, o pastor Roberto de Assis, foi usado em profecia, dizendo que Deus curaria um irmão que tinha um câncer maligno em parte da cabeça. Ele foi à frente e surpreendeu os irmãos, pois ninguém sabia do problema, exceto o seu pastor, Edmilson Bispo. Na oração, Eliezer sentiu seus lábios queimando como se algo estivesse saindo deles. Ao dirigir-se para fazer a cirurgia, ele recebeu a notícia do médico de que não havia nada a ser retirado. Uma biopsia foi feita, e nada foi encontrado. O músico continua adorando a Deus com seus lábios. (Mensageiro da Paz, abril de 2016).
 
Fonte: O Vento sopra onde Quer. O Ensinamento bíblico do Espírito Santo e sua Operação na Vida da Igreja. Autor: Alexandre Coelho. Editora CPAD
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