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Subsídio para a classe de Adultos - 4°Trimestre de 2018| Por Ev. Jair Alves 
Introdução
A fim de ensinar acerca do crescimento do Reino de Deus, Jesus conta uma parábola conhecida como a parábola do Grão de mostarda (Mc 4.30 – 32) e outra chamada de parábola do fermento (Lc 13.18,19).

Nesta oportunidade discorreremos sobre a parábola do Grão de Mostarda.

I - INTERPRETAÇÃO DAS PARÁBOLAS SOBRE O REINO DE DEUS (Mc 4.30,31)

1. Grão de Mostarda
O termo mostarda” ocorre cinco vezes no Novo Testamento (Mt 13.31; Mt 17.20; Mc 4.31; Lc 13.19; Lc 17.6).

A mostarda brota de uma minúscula semente e chega à altura de uma árvore de três metros ou mias.

Embora o grão de mostarda não seja a menor semente de toda a criação, ela era usada em provérbios rabínicos para designar a menor entre todas as coisas.

O grão de mostarda ilustra o desenvolvimento que ultrapassa as expectativas.

A expressão “um grão de mostarda”
Uma pequena quantidade de algo é comparada a um grão de mostarda, bem como algo que cresce até um tamanho extraordinário.
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2. A lição básica da parábola do Grão de Mostarda
O que Jesus quer dizer é que, da mesma maneira como uma semente minúscula irá crescer e tornar-se uma grande planta, também o reino de Deus irá produzir muitas pessoas que creem verdadeiramente.
Aplicação da Parábola


O Reino de Deus cresceu e, por intermédio de seu crescimento, ele deve servir de sombra e descanso às almas cansadas. O crescimento do Reino de Deus não tem outro objetivo que levar descanso às almas cansadas e áridas no caminho da vida. Por isso, apóstolo Paulo afirma: "porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17).

Não se pode, porém, desprezar a simplicidade do Reino de Deus. Se há algo marcante no Evangelho é a valorização da simplicidade. Isso é tão valorizado que o apóstolo chegou a declarar enfaticamente: "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (1 Co 11.3).
VEJA A VÍDEO AULA

II - A EXPANSÃO DO REINO DE DEUS

1. Os dois aspectos do Reino de Deus.

A expressão “reino de Deus” refere-se ao domínio de Deus, o Criador, sobre a criação e, em especialmente, sobre os que aceitam sua soberania. Ela faz alusão ao presente e ao futuro (Mt 12.28; 21.43).

a) Aspecto Presente – A fase invisível
A fase invisível presente é apresentada nos Evangelhos no chamado ao arrependimento feito por João Batista e por Cristo (Mt 3,2; 4.17,23; Lc 4.43; cf, Mt 10.7).
 
O governo de Deus na terra hoje é eficaz somente entre aqueles que foram libertos das trevas e transferidos para o reino de seu Filho (Cl 1.13).

O reino existe no presente onde os cristãos estão vivendo em sujeição à vontade de Deus, onde o seu poder está produzindo vidas transformadas (1 Co 4.20).

O reino de Deus não é uma questão de conseguir o que se quer comer e beber, mas uma questão de conduta íntegra, de se ter paz e harmonia com outros crentes, e alegria inspirada pelo Espírito Santo (Rm 14.17).

b) Futuro – o aspecto visível
O aspecto visível futuro do reino, quando o Messias reinará sobre a terra a partir de Jerusalém, é predito em muitas passagens do AT (Dt 30.1-10; Sl 2; 72; 89.1929; 110; Is 11.1-16; 65.17-66.24; Jr 32.3644; 33.4-18; J1 3.17-21; Zc 14.9-17).  O aspecto futuro diz respeito a reino milenial.

2. Jesus ensina sobre o início pequeno do Reino
Nessa parábola do grão de mostarda, Jesus insistiu que seu reino seria muito pequeno no início – na verdade, ele se iniciou com Jesus sozinho, e, depois da sua ascensão, foi deixado aos cuidados de doze apóstolos e apenas umas poucas centenas de outros seguidores.
A semente, então, semeada no dia de Pentecostes, era pequena e insignificante —"cerca de cento e vinte" (At 1.15-26).

Ao longo da história a Igreja alcançou milhares de pessoas. Hoje a Igreja de Cristo compõe-se de bilhões de crentes espalhados pelo planeta (Mt 8.11).

III- QUEM PARTICIPA DO REINO DE DEUS?

Para alguém ser participante do Reino de Deus é preciso:

1. Ser discípulo de Jesus
Não basta apenas ser frequentador de Igreja. É preciso ser discípulo de Cristo (Mc 8.34-38).
O discípulo não é mero aprendiz, mas alguém que segue as pisadas de seu Mestre e possui íntimo relacionamento com Ele (1 Pe 2.21).

É dever do verdadeiro discípulo de Jesus produzir fruto (Leia Jo 15.8).
O discípulo de Cristo deve ser uma pessoa obediente:

“Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15.14).     

2. Se submeter à vontade de Deus
Não basta profetizar em nome de Jesus!
Não basta expulsar demônios!
Não Basta fazer milagres!

É preciso fazer a vontade de Deus.
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus (Mt 7.21).

CURIOSIDADE
Explicando um pouco sobre o recurso linguístico usado por Jesus — o Símile
A arte de comparar coisas que tenham similitude, ou semelhança entre si, que seja análogo entre si, denominamos símile. É uma figura de linguagem importantíssima para extrair um sentido no exercício de comparação entre dois termos ou expressões. Ou seja, o símile é uma figura de linguagem que estabelece a comparação das coisas que tenham semelhança entre si.


CONCLUSÃO
Depois da lição de hoje voltemos a orar: Pai nosso, que estás nos céus, venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu (Mt 6.9,10). O Reino de Deus teve um início insignificante e, desde então, cresceu assustadoramente. Ao final dos tempos, ele atingirá todo o Universo. 

 
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