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Como membros do Corpo de Cristo, somos chamados a testificar com palavras e ações, a fim de tornarmos o Evangelho cada vez mais notório entre os homens. Não nos esqueçamos, porém, de que possuímos um compromisso de real significação para com nossos semelhantes nas necessidades do dia a dia.

Com o passar dos anos, torna-se cada vez mais clara a necessidade da igreja em se engajar em certas diretrizes da sociedade, o que implica na inequívoca afirmação de que na busca de soluções para os problemas do mundo hodierno, entre tantos segmentos da sociedade, encontra-se a Igreja.
Os fiéis em Cristo em momento algum deverão se fazer omissos, mas precisam estar conscientes de que possuem grande responsabilidade como povo de Deus incumbidos de promover a verdadeira cidadania.

Por isso, somos conclamados à comunhão. Ela permite o crescimento orgânico, promove uma atuação mais coesa e o bom funcionamento dos órgãos e células do Corpo. Assim é o Corpo de Cristo. Junto com a comunidade, a comunhão é a expressão mais clara do que é a igreja. No dizer de Jesus, só assim o mundo vai conhecer que somos seus discípulos e crer que Deus o enviou para libertá-lo da tirania do pecado.

Quando Jesus disse "Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela", deixou clara a tamanha responsabilidade para o povo que chama pelo seu nome. Assim, temos um grande preço a pagar. Teremos lutas e sacrifícios, no sentido de tornar a noiva de Cristo "sem mácula, nem ruga, nem cousa semelhante, porém, santa e sem defeito", Ef 5.27.

Por consequência, a igreja brasileira não pode ficar alienada dos deveres e responsabilidades que se encontram inseridos não somente nas páginas das Escrituras Sagradas, mas também na série de normas do comportamento humano, traduzidas nas leis reguladas em sociedade e insculpidas no ordenamento legal de nosso país.

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Em face disso, diz a Bíblia
: "Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei o opressor, defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas", Is 1.17. Ainda mais: "Assim diz o Senhor: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem a viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar", Jr 22.3. Em face desses ensinamentos, estamos diante de grande tarefa. Pesa sobre os nossos ombros a inarredável responsabilidade de estarmos constantemente envolvidos no solene compromisso de não somente fazer o bem, mas, sobretudo, atender à justiça.

A par dos ensinamentos da Palavra de Deus, somos também conscientizados de que milhões de pessoas pelo mundo afora estão desamparadas. Não têm as condições básicas para sobreviverem, e algumas delas morrem de fome todos os dias.

Outras não têm onde morar, não têm roupas, nem água limpa, nem cuidados médicos. Enquanto isso, outras estão a sofrer opressão políticas, quando lhe são negados os direitos humanos básico - a maioria deles claramente definida em leis e especialmente protegidas sob o manto da Constituição do país.

Terá a igreja que tomar para si alguma preocupação diante desse quadro? Sim, não paira qualquer dúvida. O Senhor Jesus nos chamou para que sirvamos na comunhão de sua Igreja. Dessa forma, podemos servir com a nossa mente também voltada para as obrigações de âmbito legal. Isso nos interessa de perto. A igreja cabe não somente viver e proclamar o Evangelho, mas também servir no espírito do Evangelho. Eis aí a ênfase dos profetas nos textos citados atrás. Significa que, desse modo, a igreja estará fazendo ouvir sua voz profética, agindo dentro do seu alcance.

Se a igreja deve possuir preocupação com a boa ordem do Evangelho, deverá então obedecer a uma série de primados legais, pautando no sentido de que todo o Corpo esteja bem ajustado. Em torno do assunto, resultariam indagações de forte conteúdo, todas voltadas ao interesse da igreja e de sua liderança, assim nos parece. Deve a igreja no Brasil permanentemente estar obrigada a conhecer as leis brasileiras? Até que ponto esse ordenamento legal interessará à igreja? Terá a liderança o dever de conhecê-las, no sentido de poder aplicá-las para o bem do seu ministério e, em particular, do rebanho que ela conduz?
Respostas a esses questionamentos devem possuir um conteúdo não somente pragmático, mas puramente positivo, posto que as leis estão ao dispor de todo o cidadão para a observância e obediência.

Por isso, a recomendação inserida no artigo 5° da Lei de Introdução ao Código Civil, que adverte: "Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece". A necessidade é inequívoca.

Outra pergunta que se impõe é simples: Que preocupações legais seriam essas? Admitindo a inviabilidade de uma postura de indiferença, que não caberia à igreja qualquer preocupação nesse particular, sobram pelo menos três atitudes básicas que podem ser adotadas pela igreja e sua liderança, perante o nosso ordenamento legal, considerando que a Bíblia ensina a sujeição a toda instituição humana por amor do Senhor, conforme 1 Pedro 2.3-17.

   1.    Conhecimento das leis - Ainda que tal conhecimento seja em resumo, proporcionando a si mesmo uma visão panorâmica, a igreja não deve se descuidar dessa necessidade. Tal postura faz parte dos deveres de cada cidadão para com o Estado.

Apóstolo Paulo não fugiu da responsabilidade de bem orientar os cristãos romanos para o exercício da cidadania, conforme podemos examinar no texto de Romanos 13.1-7.

Para o bom êxito no cumprimento de seus deveres, é possível que o apóstolo tenha orientado os irmãos no sentido de buscarem conhecer mais de perto as leis do Estado. Para isso, não há obrigação de se ter que ingressar numa universidade e cursar Direito e se tornar renomado jurista. Outras instituições e pessoas, nesse particular, poderão prestar tão importante ajuda, sem que esqueçamos que livros sobre 0 assunto estão ao nosso alcance no dia de hoje.

   2.    Obediência às leis - Pelo Brasil afora, igrejas há que por não estarem comprometidas inteiramente com a Palavra têm passado por indesejáveis constrangimentos: ignoraram as leis; ainda mais, infringiram-nas.

Em detrimento da obediência, preferiram ignorar as leis, o que resultou em prejuízos incalculáveis, alguns de ordem material, administrativa, financeira e, pasmem, de ordem moral. Evitar esse somatório de coisas maléficas, atentando para o fato de que obedecer a Deus significa observar o que a Palavra manda, será atitude cristã de prudência da parte de todos, seja ministério ou membresia.

3. Cuidado na observância e aplicação das leis - Estamos no mundo dos direitos e, com acerto, afirma certo tratadista que "vivemos a era dos direitos garantidos". O Brasil é o país que tem lei para todo gosto. Esse também foi um dos resultados do advento da Constituição de 1988. Por isso, há que se ter cuidado na observância das leis, mais ainda em face da aplicação no mundo dos negócios das discussões, nas tomadas de decisões, nos tratos pessoais, resultando a afirmação de que preocupação como essa requer diligente cuidado da liderança eclesial, sem acepção de pessoas.

ATENTANDO PARA OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
Nossa Constituição prescreve no artigo 5° uma série de direitos e deveres individuais e coletivos, princípios que não devem ser olvidados pela igreja, em particular pela liderança e membresia.

Os  princípios fundamentais da Constituição contemplam a dignidade da pessoa humana, a qual devemos respeitar. Foi pelas pessoas que o Filho de Deus deu a vida, a fim de resgatá-las para o seu Corpo. Daí porque não deve ser omitida a prática desse princípio em nosso meio. Convém lembrar e dizer que, por falta dessa prática, crentes em Jesus têm sido feridos em sua dignidade na Casa do Senhor, tendo como algoz, ora um outro membro ou o líder de sua igreja.   

O homem, como natureza racional, tem o fim e a liberdade de escolher os meios para alcançar a suprema independência, por sua vez só conseguida com a suprema realização espiritual sob a dependência às leis divina, natural, moral e jurídica. Estas leis participam, em sua essência e existência, não para o constrangimento externo, mas para com o cumprimento da vontade divina.

Enfatizante lição de pastor Wagner Gaby, em seu Manual Cívico-Jurfdico do Cristão, ensina-nos que "o Estado em que vivemos é um Estado de Direito. A ação do Estado está submetida à observância de regras e cabem aos indivíduos exigirem o respeito das mesmas e fazerem valer os direitos que tais regras lhes conferem perante as autoridades legalmente constituídas". Pontifica ainda o autor: "É necessário que todo cidadão, principalmente o cristão, tome conhecimento das leis, dos direitos e deveres, a fim de que se possa viver seguro e feliz na comunidade".
Adaptação: www.subsidiosebd.com | Fonte: rev. Obreiro, N° 14, Ano 23 \ Artigo: Samuel Batista de Sousa

 
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