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Nesta oportunidade veremos a cerca dos anjos como protetores dos herdeiros da salvação.  Discorreremos sobre a salvação grandiosa e notaremos que os crentes são alertados para não se desviarem das coisas que tem ouvido. Apontaremos as consequências para quem negligenciar a tão grande salvação.

I. OS ANJOS COMO PROTETORES DOS HERDEROS DA SALVAÇÃO (Hb 1.14b).
Anjos são mencionados mais de 100 vezes no Antigo Testamento e mais de 160 vezes no Novo. Sabemos que eles são mensageiros de Deus — esse é o significado da palavra anjo. Eles foram criados e, por isso, não são eternos. Existem em vasto número (Ap 5.11).[1]
1. Atividade dos Anjos no Novo Testamento.
ü O escritor do Apocalipse diz que o tempo chegará ao fim, quando o anjo de Deus ficará com um pé na terra e um pé no mar, para proclamar o fim do tempo do homem na terra (Ap 10.1-6).
ü Doze anjos esperam para dar as boas-vindas aos redimidos, em seu descanso na cidade santa, um em cada porta da cidade de Deus (Ap 21.12).
ü Foi o anjo de Deus que anunciou a Maria e José a vinda do filho do céu (Luc. 1.26-35). Os anjos cantaram por ocasião do seu nascimento (Lc 2.9-11).
ü Anjos ministraram a nosso Senhor no deserto, depois dos quarenta dias e quarenta noites de tentação (Mt 4.11).
ü Jesus declarou: “E digo- vos que todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus” (Lc 12.8). “Assim, digo-vos, há alegria na presença dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende” (Lc 15.10).
ü Os anjos levaram o mendigo para o seio de Abraão (Lc 16.22).
ü Na ocasião em que foi traído, Jesus disse que podia pedir ao Pai doze legiões de anjos para o defenderem (Mt 26.53). O anjo fortalecedor lhe veio no jardim do Getsêmane (Lc 22.43).
ü Paulo disse que, na cruz, Jesus venceu os anjos das trevas (Col. 2.14,15).
ü Um anjo rolou a pedra da porta do túmulo, e anunciou a ressurreição de Cristo (Mt 28.2-6).
ü No livro de Atos os anjos fizeram muitas coisas: um anjo abriu as portas da prisão para os apóstolos (5.19); um anjo levou Filipe ao etíope (8.26); um anjo matou Herodes (12.23); um anjo levou Cornélio a mandar buscar Pedro (10.3-7); um anjo se colocou ao lado de Paulo durante aquela terrível tempestade no mar (27.23).
ü Os anjos se regozijam por um pecador que se arrepende (Lc 15.10).
ü Servem a favor do povo de Deus (Dn 3-25; 6.22; Mt 18.10; Hb 1.14).
ü Observam a vida da congregação cristã (1 Co 11.10; Ef 3-10; 1 Tm 5.21).
O escritor de Hebreus nos assegura que os anjos de Deus são os servos de Deus e também servos daqueles que herdam a salvação. Como tais, eles fazem três coisas: (1) adoram a Cristo (1.6); (2) oferecem-nos assistência adequada para o serviço de Deus (12.22); e (3) são os espíritos ministradores enviados para nos ajudarem a entrar na plenitude da salvação.

II. O COMPROMISSO DO CRISTÃO EM RELAÇÃO À SALVAÇÃO GRANDIOSA (Hb 2.3).
Nossa salvação é uma "grande salvação", comprada por um alto preço. Traz consigo grandes promessas e bênçãos e nos conduz a uma grande herança na glória. Como negligenciá-la?

A grandeza da Salvação é vista:

1) No Senhor que a deu (v. 3b) — sua pessoa, seu poder e sua paixão.
2) Nos acontecimentos sobrenaturais que lhe serviram de berço (v. 4).
3) Na gravidade excessiva do perigo do qual ela nos liberta — do pecado com sua culpa, poder, contaminação e punição eterna (7.27).

1. O crente tem o compromisso de não negligenciar a salvação (2.3a).

Os cristãos estão em perigo de negligenciar esta tão grande salvação
a) porque ela ainda é, em grande parte, invisível e espiritual,
b) por causa das influências perversas do mundo ao nosso redor,
c) por causa da tendência incrédula da mente carnal dentro do homem.

2. O crente tem o compromisso de ser diligente (Hb 2.1-3)

Ser diligente é o oposto de se "desviar" (Hb 2.1-3). De que maneira somos diligentes? Atentando cuidadosamente para a Palavra de Deus. Deus usa a Palavra para nos levar a enxergar o pecado e a incredulidade de nosso coração. A Palavra revela nosso coração; em seguida, se confiarmos em Deus, a Palavra capacita nosso coração a obedecer a Deus e apropriar-se de suas promessas. Por isso, todo cristão deve esforçar-se com diligência para ouvir a Palavra de Deus e lhe obedecer.

Israel não creu na Palavra de Deus e, portanto, os rebeldes pereceram no deserto. "E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo" (Rm 10.17).

Os israelitas criticaram a Palavra de Deus, em vez de permitir que a Palavra os julgasse. Como consequência, perderam sua herança.


3. Quando o cristão está negligenciando a salvação?

Os cristãos estão correndo o risco de negligenciar a salvação ao
a) Ignorar os recursos da graça,
b) Falhar em compartilhar o evangelho,
c) Negligenciar em obter a completa salvação do pecado interior.
d) Deixando de dar atenção às coisas de Deus e à salvação que por ele nos é conferida; o desprezo crescente pela leitura bíblica; o desejo de nos ausentarmos das assembleias dos santos de Deus. (Ver He 10.25).

e) Ocupando-nos com os negócios e novidades deste mundo, ao invés de nos preocuparmos com o mundo vindouro e com a vinda de nosso Senhor.

A principal causa dos problemas espirituais é a negligência de nossa parte. Negligenciamos a Palavra de Deus, a oração, o culto com o povo de Deus (ver Hb 10.25) e outras oportunidades de crescimento espiritual e, como resultado, começamos a nos desviar.

4. O conceito de salvação.
Nossa palavra, “salvação”, vem do latim “salvare”, que significa “salvar”, e de “salus”, que significa “saúde” ou “ajuda”. A palavra hebraica traduzida em português por “salvação” indica “segurança”. O termo grego “soteria”, e suas formas cognatas, têm a ideia de “cura”, ‘recuperação’, “redenção”, “remédio”, “bem-estar” e “resgate”. Essa palavra pode ser usada em conexões totalmente físicas e temporais, ou no que diz respeito ao bem-estar da alma, presente e eterno.

A ideia de “salvar”, quando usada para indicar a salvação espiritual, fala sobre o “livramento” do pecado, da degradação moral e das penas que devem seguir-se, o julgamento divino. Mas o “livramento” também nos confere algo, a saber: o perdão, a justificação, a transformação moral e a vida eterna, que consiste na participação na própria vida de Deus, no seu “tipo” de vida.

A salvação nos vem pela graça divina (ver Ef 2.8), mas é, mediada pela “santificação” (ver 2Tes. 2.13). Ninguém verá jamais a Deus se não for santo (ver Hb 12.14 e Rm 3.21).

5. Porque a salvação é grandiosa?

a) A salvação é grande porque foi primeiramente declarada pelo Senhor.
A salvação vem por meio de Jesus (ver Lc 19.9). Ele veio para salvar (ver Mc 3.4; Lc 4.18; Mc 18.11; Lc 9.56 e Mt 20.28). Sua missão impõe certa obrigação moral sobre os homens (Mc 8.35; Lc 7.50; 8.12; 13.24 e Mt 10.22). A salvação requer um coração contrito, a receptividade como a de uma criança, a renuncia de tudo por causa de Cristo.

b) É grande porque foi confirmada por milagres, sinais e prodígios cujo intuito é obter a atenção dos homens.
Os mesmos sinais, prodígios e milagres que ocorreram durante o ministério terreno de Jesus (At 2.22) continuaram a ocorrer na igreja primitiva a partir do Pentecostes, conforme o testemunho de Atos e das cartas do Novo Testamento (At 2.43; 4.30; 5.12; 6.8; 14.3; 15.12; 19.11,12; 28.8,9; Rm 15.19; 2Co 12.12).

c) É grande porque foi confirmada pelos dons do Espírito (Hb 2.4), o que trouxe manifestações espirituais aos homens, o que deu aos homens plena certeza que a mensagem é verdadeira, embora Cristo e seus apóstolos não estejam mais em nossa companhia. De acordo com esses dons, ainda podemos ver seu poder em operação.

Os dons carismáticos do Espírito Santo eram especialmente predominantes na igreja primitiva como um aspecto importante da atividade contínua do Espírito no corpo de Cristo (At 2.4; 10.44- 46; 19.6; Rm 1.11; 1Co 12.4, 7-11; 14.1- 5,26-31; 1Ts 5.19-21; 1Pe 4.10).

Em suma: A grandiosidade da salvação é confirmada por três fatos: foi anunciada pelo Senhor; foi confirmada pelos apóstolos; foi atestada pelo ministério do Espírito Santo através de milagres e sinais espirituais (1Co 12.8-11).

 III. AS CONSEQUÊNCIAS PARA QUEM NEGLIGENCIAR A SALVAÇÃO

1. O desvio das coisas que temos ouvido (Hb 2.1,3a).

Se nós, como seguidores de Jesus, não nos apegar com mais firmeza às verdades que ouvimos de Jesus, inevitavelmente nos desviaremos e não escaparemos da justa punição divina (Hb 2.2,3).

“Em meu ministério pastoral, tenho visto que o menosprezo pela Palavra de Deus e pela oração, tanto no âmbito público quanto no privado, é o que mais faz as pessoas se desviar espiritualmente” (Warren W.).

2. A ira divina em consequência da negligência (2.1- 4; 6.4-6; 10.23 - 31; 12.12 -29).

A negligência, o descuido ou a falta de interesse, é desastroso.  O crente que, por negligência, desconhece a verdade e os ensinos do evangelho, corre o grande perigo de ser arrastado rio abaixo além do porto seguro, onde não há mais segurança.  Assim como todos os endereçados de Hebreus, todo cristão é tentado a tornar-se indiferente para com a Palavra de Deus. Por causa de descuido e desinteresse, é fácil começarmos a prestar menos atenção às advertências de Deus (Hb 2. 2), cessarmos de perseverar em nossa luta contra o pecado (Hb 12.4; 1Pe 2.11), e aos poucos desviar-nos do Filho de Deus, Jesus Cristo (Hb 2. 1-3; 6.4-8;  10.31,32).

3. A perda da grandiosa salvação (Hb 2.1; 3.12).

Quando o crente não se apega com grande firmeza às verdades ouvidas da palavra de Deus, poderá se desviar. Em outras palavras, perder a salvação!

Alguns estudiosos tentam explicar o "problema" da "perda a salvação" ou da "apostasia" afirmando que os leitores não eram, verdadeiramente, nascidos de novo, mas apenas "grandes conhecedores" da fé cristã.

Mas a maneira do autor de dirigir-se a eles elimina essa abordagem; ele os chama de "santos irmãos, que participais da vocação celestial" (Hb 3.1). Diz a eles que têm um Sumo Sacerdote no céu (Hb 4.14), algo que não teria lhes escrito se não fossem salvos. “Havia se tornado participantes do Espírito Santo” (Hb 6.4). As admoestações em Hebreus 10.19-25 não fariam sentido algum se fossem dirigidas a incrédulos.

Em Apocalipse também vemos citações às igrejas onde a possibilidade da perda da salvação é visível e patente. À Igreja de Éfeso, por exemplo, Jesus disse:

“Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido. Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar” (Apocalipse 2.3-5).

Os cristãos de Éfeso não eram pessoas “não salvas”. Eles estavam perseverando na fé sem desfalecer (v.3). Contudo, isso não impediu o Senhor de ter aberto a possibilidade da apostasia a eles, dizendo-lhes que poderiam não se arrepender e que, neste caso, tiraria o seu candelabro do seu lugar, o que significaria o fim daquela igreja. Sabemos que sem arrependimento não há salvação (Lc. 13.3; At.17:30), o que deve significar que Cristo estava abrindo uma possibilidade de perda da salvação, para cristãos salvos naquele momento.
 
A salvação final é condicional ao apego firme à Palavra de Deus até o fim.

“Mas Cristo é fiel como Filho sobre a casa de Deus; e esta casa somos nós, se é que nos apegamos firmemente à confiança e à esperança da qual nos gloriamos” (Hebreus 3.6).

“Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão, e assim vocês estarão ricamente providos quando entrarem no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1.10,11).

4. A salvação é condicional.
As declarações condicionais de Hebreus merecem atenção especial (ver 2.3; 3.6,14; 10.26) porque advertem que a salvação é condicional.

A segurança do crente em Cristo é mantida somente enquanto ele coopera com a graça de Deus perseverando na fé e na santidade até o fim da sua existência terrena. Essa verdade foi enfatizada por Cristo (Jo 8.31; Ap 2.7,11, 17, 25,26; 3.5,11,12,21) e é uma admoestação repetida em Hebreus (2.1; 3.6,14; 4.16; 7.25; 10.34-38; 12.1-4,14).

A salvação assegurada aos membros da igreja que deliberadamente pecam nas igrejas, hoje tão em voga nalguns círculos, não tem lugar no NT (Ap 3.14-16; ver Lc 12.42-48; Jo 15.6).
VÍDEO-AULA DA LIÇÃO

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[1] Boice , James Montgomery
 
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