Lição 4- Confrontando a Nossa Natureza


DESTAQUE
Porque o que nossa natureza humana quer é contra oque o Espírito Santo quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem (Gl 5.17).
TEXTO B√ćBLICO
G√°latas 5.16-26
16 Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.
17 Porque a carne cobi√ßa contra o Esp√≠rito, e o Esp√≠rito contra a carne; e estes op√Ķem-se um ao outro, para que n√£o fa√ßais o que quereis.
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,
20 Idolatria, feiti√ßaria, inimizades, porfias, emula√ß√Ķes, iras, pelejas, dissens√Ķes, heresias,
21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
23 Contra estas coisas n√£o h√° lei.
24 E os que s√£o de Cristo crucificaram a carne com as suas paix√Ķes e concupisc√™ncias.
25 Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.
26 Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.
Leia também:
LEITURA DEVOCIONAL
SEG.......................................................Lc 6.43-45
TER........................................................Jo 15.16
QUA........................................................Rm 8.12,13
QUI.........................................................Ef 4.17-24
SEX............................................................Cl 3.1-3,5-11 S√ĀB............................................................Gl 5.16
DOM.......................................................Rm 13.13,14
ESTUDANDO A B√ćBLIA
Não podemos nos esquecer de que os seres humanos são produto tanto da Criação como da Queda; embora criados à imagem e semelhança de Deus, fomos deformados pelo pecado. Depois que o pecado entrou no mundo nunca mais fomos os mesmos. Agora, a criatura vive em conflito com o Criador, com seus semelhantes e o restante da Criação; vive segundo sua natureza pecaminosa. Somente a ação poderosa do Espírito Santo no interior do ser humano pecaminoso é capaz de transformá-lo em nova criatura e conduzi-lo à liberdade plena para uma vida frutífera.

O CONFRONTO COM A NOSSA NATUREZA
Todos nós passamos da condição de inimigos para amigos de Deus por meio da graça revelada em Jesus Cristo no Calvário. Entretanto, apesar desta nova condição desfrutada a partir do novo nascimento (Jo 3.3-8; Gl 3.2; 4.29), ainda que perdoados, purificados e habitados pelo Espírito Santo, não deixamos de hospedar, dentro de nós, uma fera chamada "carne". Tal expressão, no capítulo cinco de Gaiatas, sobre a qual iremos refletir, não guarda nenhuma relação com aquilo que envolve o nosso esqueleto, ou o corpo, mas sim com a natureza pecaminosa que herdamos de nossos primeiros pais, Adão e Eva, quando resolveram desobedecer ao Criador (Gn 3). A partir desse raciocínio Paulo diz que diariamente, em nós, ocorre um conflito, uma luta, uma ferrenha oposição entre nossa velha natureza (carne) e o Espírito Santo, pelo qual recebemos essa nova natureza por intermédio do novo nascimento (Gl 5.17).

Como solução do conflito entre a carne e o Espírito que ocorre em nosso interior, a Bíblia nos convida a lutar contra a carne, mas entregando totalmente o controle da nossa vida ao Espírito Santo, a fim de que Ele, que é capaz de efetuar em nós a verdadeira justiça que vem pela fé, nos ajude a combater efetivamente os desejos de nossa natureza pecaminosa, a qual conspira diuturnamente contra Ele e, conseguintemente, a nossa santidade (5. 1.16-25). Ora, o Espírito Santo não é uma influência ou força ativa; Ele é uma pessoa divina, assim como o Pai e o Filho. De maneira que se o Filho, na cruz, pagou o preço pelos nossos pecados como parte do plano que o Pai nos planejou, é o Espírito Santo que aplica isso à nossa vida quando nos submetemos a Ele.

Somente pelo e no Espírito somos fortalecidos e podemos vencer a carne. Não abra mão de viver uma vida cheia do Espírito Santo. Não temos nada a perder, muito pelo contrário, com o Espírito e em sua força somos mais que vencedores.

Ande no Espírito! mento marca uma maneira completamente diferente de vivermos, que é permitir o Espírito de Deus dirigir nossa vida (vv.16,18). Agora, como bem afirmou Paulo, "já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim" (2.20). Ou seja, aqueles que andam no Espírito têm sua carne controlada, mortificada diariamente, e neles o Espírito produz o que o apóstolo chamou de "fruto". Na carta, o "fruto do Espírito" apresenta nove virtudes que descrevem a atitude do cristão para com Deus, consigo mesmo e com próximo:

1) Atitudes relacionadas a Deus: amor, alegria, paz;
2) Atitudes relacionadas ao próximo: paciência, delicadeza, bondade;
3) Atitudes relacionadas com o indivíduo: fidelidade,
humildade, domínio próprio.

AUXILIO TEOL√ďGICO
Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne' (Gl 5.16-18).
O motivo de sermos verdadeiramente livres não é o fato do nosso passado ter sido mudado, ou o fato dos nossos sentimentos atuais terem mudado. Ainda podemos nos sentir inadequados, inseguros, hesitantes, e com medo. Nós somos livres porque Deus nos deu o seu Espírito Santo.

O Espírito de Deus em nosso interior nos capacita. Liberdade não significa uma vida sem conflitos, significa a possibilidade de viver sem experimentar derrotas! As nossas fraquezas não precisam nos arrastar para baixo, o nosso passado não mais nos incapacita. O Espírito Santo está ao nosso lado na guerra contra os desejos da nossa natureza pecadora. Nós não olhamos mais para a Lei, e lutamos. Olhamos para o Espírito Santo, confiamos nEle, e fazemos o que é certo" (RICHARDS, Lawrence 0. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.848).

FRUTO DO ESPIRITO X OBRAS DA CARNE
Dando sequência em seu argumento, Paulo fala de dois tipos de comportamentos possíveis produzidos pelas respectivas naturezas quando assumem o controle de nossas vidas, a saber:

1. Obras da Carne (vv.19-21). As obras da natureza humana caída, embora invisíveis, são conhecidas por todos: "As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas" (Gl 5.19). Ainda que não exaustiva, o apóstolo relaciona, em uma lista, quinze práticas que demonstram uma vida controlada pêlos desejos humanos pecaminosos, conhecidas como obras da carne. Tais obras, segundo o pastor John Stott, abrangem pelo menos quatro áreas da vida humana:

1) √°rea do sexo: imoralidade sexual, impureza e a√ß√Ķes indecentes;
2) área da religião: Adoração de ídolos, feitiçarias;
3) √°rea social: inimizades, brigas, ciumeiras, acessos de raiva, ambi√ß√£o ego√≠sta, desuni√£o, divis√Ķes, invejas; e
4) área da alimentação: bebedeiras e farras.

Paulo deixa evidente que aqueles que escolhem viver suas vidas debaixo do domínio da natureza pecaminosa, produzindo suas más obras, recebem uma dura advertência: [...] não receberão o Reino de Deus" (v.21).

2. Fruto do Espírito (vv.22,23).
A nova natureza que recebemos com o novo nascimento marca uma maneira completamente diferente de vivermos, que é permitir o Espírito de Deus dirigir nossa vida (vv.16,18). Agora, como bem afirmou Paulo, "já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim" (2.20). Ou seja, aqueles que andam no Espírito têm sua carne controlada, mortificada diariamente, e neles o Espírito produz o que o apóstolo chamou de "fruto".

Na carta, o "fruto do Espírito" apresenta nove virtudes que descrevem a atitude do cristão para com Deus, consigo mesmo e com próximo:

1) Atitudes relacionadas a Deus: amor, alegria, paz;
2) Atitudes relacionadas ao próximo: paciência, delicadeza, bondade;
3) Atitudes relacionadas com o indivíduo: fidelidade, humildade, domínio próprio.

Aqueles que andam no Espírito e manifestam visivelmente seu fruto, o apóstolo ratifica: "Contra essas coisas não existe lei" (v.23).
Não se esqueça, sua nova natureza tem sede de comunhão com Deus e de uma vida santa. Porém, sua velha natureza anseia pelos perversos desejos pecaminosos.

AUXILIO TEOL√ďGICO
A vida pelo Espírito' (5.13-26) [...] Deus não nos libertou da Lei para que pudéssemos nos comportar de maneira ilegal, mas para que ao confiarmos completamente no Espírito, Ele pudesse
transformar nosso interior. [...] A primeira lista cont√©m quatro categorias distintas de atos da carne. Cada uma delas √© um comportamento, um ato p√ļblico e n√£o uma caracter√≠stica de personalidade... Em contraste, a lista que Paulo fornece do Fruto produzido pelo Esp√≠rito n√£o inclui nenhum ato nem comportamento espec√≠fico! Tudo nesta lista √© interior, uma qualidade de car√°ter. Por que Paulo n√£o faz estas duas listas estritamente correspondentes e contrasta as a√ß√Ķes devotas com as a√ß√Ķes pecadoras, ou contrasta as caracter√≠sticas devotas da personalidade com as pecaminosas? Quem sabe a melhor explica√ß√£o √© que a Lei, que os judaizantes tanto elogiavam, lida somente com o exterior em sua abordagem √† justi√ßa. Ela est√° relacionada com o que uma pessoa faz, e n√£o com o que a pessoa √©... Na melhor hip√≥tese, o que fazemos √© apenas um reflexo do que somos. A maneira de se produzir justi√ßa √© fazer uma mudan√ßa interior para que a pessoa torne-se realmente amorosa e boa" (RICHARDS, Lawrence 0. Coment√°rio Hist√≥rico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.414).

A MANIFESTA√á√ÉO DO FRUTO DO ESP√ćRITO
O fruto do Espírito se manifesta em nossas vidas por meio das obras. Não há como negar que nossas atitudes falam mais alto
que as palavras. Foi o próprio Jesus quem disse que as pessoas são conhecidas ou reveladas pela qualidade dos frutos que produzem, pois "a árvore boa não dá frutas ruins, assim como a árvore que não presta não dá frutas boas" (Lc 6.43). Ou seja, assim como a mangueira não pode produzir nada diferente de manga, igualmente o ser humano descomprometido com Deus - que rejeitou Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor - não pode produzir nada além de obras que manifestam os desejos pecaminosos escondidos em seu coração.

O fruto que o Espírito Santo produz em nós não é produzido para ser apenas admirado ou usado como adereço, ou ainda, publicado como troféu nas redes sociais, a fim de ser compartilhado ou curtido. Mas para ser oferecido como alimento às pessoas carentes da graça de Deus que estão em nosso redor, pois elas estão famintas e sedentas de amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio.

Jesus é a videira verdadeira e nós os galhos, enquanto estivermos ligados nEle, o Espírito Santo produzirá belos e saborosos frutos em nós (Jo 15), pois o próprio Cristo disse "não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca. Isso a fim de que o Pai lhes dê tudo o que pedirem em meu nome" (Jo 15.16).

AUXILIO TEOL√ďGICO
O Relacionamento entre os Dons e o Fruto' Qual o relacionamento entre os dons e o Fruto do Espírito? O Fruto tem a ver com o crescimento e o caráter; o modo da vida é o teste fundamental da autenticidade.

O Fruto, em Gaiatas 5.22,23, consiste nas "nove graças que perfazem o Fruto do Espírito - o modo de vida dos que são revestidos pelo poder do Espírito que neles habita". Jesus disse: "Por seus frutos os conhecereis" (Mt 7.16-20); ver também Lc 6.43-45). Os aspectos do Fruto estão entrelaçados de modo delicado nas três passagens que falam dos dons. Tanto em Gaiatas quanto nos textos que definem os dons, as qualidades do Fruto fluem horizontalmente entre si no ministério (1Co 13; Rm 12.9,10;Ef 4.2).
O tema principal de Gaiatas n√£o √© a justifica√ß√£o pela f√©, embora pare√ßa predominar. O fato √© que o prop√≥sito da justifica√ß√£o pela f√© √© o andar no Esp√≠rito. A mesma √™nfase no andar (ou vida) no Esp√≠rito prevalece nas li√ß√Ķes √†s igrejas na √Āsia Menor (√Čfeso), na Acaia (Corinto) e na It√°lia (Roma)" (HORTON, Stanley M. ed. Teologia Sistem√°tica: Uma perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.488).

Recapitulando
Nós cristãos vivemos uma luta interna permanente. A carne e o Espírito lutam pelo controle de nossa vida, a carne ao dominar o ser humano produz obras perversas. Em contrapartida, o Espírito ao assumir o controle de nossa vida produz em nós amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio.

Devemos assumir um compromisso diante de Deus e dos homens de sermos adolescentes guiados peio Espírito Santo, pois assim seremos capazes de influenciar uma geração perversa e rebelde. Somente pelo Espírito somos capazes de vencer a carne e frutificar em toda boa obra. Jesus disse: "sem mim vocês não podem fazer nada" (Jo 15.5). Viva pelo Espírito. Ande no Espírito.

Refletindo
1. Como e possível vencer a natureza pecaminosa?
Somente pelo e no Espírito somos fortalecidos e vitoriosos sobre ela.
2. Quando o apóstolo Paulo refere-se à "carne", ele tem em mente o nosso corpo físico?
Não. Ele tem em mente a natureza humana caída
3. Onde e como podemos manifestar o fruto do Espírito?
O fruto do Esp√≠rito se manifesta em nossas vidas por meio de nossas obras, palavras e a√ß√Ķes concretas.


Revista de Adolescentes - Professor 4¬ļ Tr. 2016/Divulga√ß√£o: www.sub-ebd.blogspot.com