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A maneira que Paulo se identifica a igreja de Roma

“PAULO, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus (Rm 1.1)”.
1. SERVO
Paulo se apresenta como sendo servo (doulos, servo sem liberdade, ou escravo) de Jesus Cristo.
Isto é mais do que uma expressão de humildade; Paulo está completamente à disposição do seu Mestre. “O homem que fala agora é um emissário, compelido a cumprir sua obrigação; o ministro do seu Rei; um servo, não um amo. Por mais importante e grandiosa que possa ter sido a pessoa de Paulo, o tema essencial da sua missão não está nele, mas acima dele”.

Leia também Subsídios (CLIQUE) :


Abraão (Gn 26.24; SI 105.6, 42), Moisés (Nm 12.7-8), Davi (2 Sm 7.5-8) e os profetas (Am 3.7; Is 20.3; Jr 7.25) foram chamados de servos do Senhor.
Este é o primeiro exemplo de um uso similar no Novo Testamento, e “é impressionante a maneira tranquila como Paulo assume o lugar dos profetas e líderes da Antiga Aliança, e com que tranquilidade ele substitui pelo nome do seu próprio Mestre uma conexão até agora reservada para o nome de Jeová”.

APÓSTOLO
Ele ainda se identifica como alguém chamado para apóstolo. A expressão grega (kletos apostolos) significa literalmente “um apóstolo chamado”. Godet explica que isto significa “um apóstolo pelo chamado”.
Kletos também tem suas raízes no Antigo Testamento. Abraão (Gn 12.1-3), Moisés (Êx 3.10) e os profetas (Is 6.8-9; Jr 1.4-5; Am 7.14- 15) eram servos de Deus por uma convocação divina. A mesma coisa aconteceu com Paulo. Apostolos significa literalmente “um mensageiro” (“alguém enviado”); é o equivalente grego a “missionário”, que deriva da palavra latina missus.

Apóstolo tem dois significados.
No sentido mais restrito, é aplicável aos Doze originais (Mc 3.14; Lc 6.13), mas em um sentido mais abrangente é usado para incluir Barnabé (At 14.4,14), talvez Tiago, o irmão de Jesus, (G11.19) e outros (Rm 16.7).

Paulo era um apóstolo na concepção mais ampla do termo, mas ao referir-se a si mesmo como kletos apostolos ele está enfatizando o fato de que ele não é meramente um apóstolo pelo fato de possuir as qualificações descritas em Atos 1.21-22, mas por meio de um encontro pessoal com o Cristo ressuscitado (cf. 1 Co 15.8; G11.1,15-16). “O seu chamado para ser um apóstolo, uma comissão especial de Cristo, veio diretamente, ele afirma, de ‘Jesus Cristo, e de Deus Pai’ (G11.1), que lhe atribuíram a responsabilidade de proclamar o evangelho ao mundo gentílico (G11.16)”.