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Nascido em Cartago, África, como Quintus Septimus Florens Tertullianus, mais conhecido pelo seu último nome, que aportuguesado chama-se Tertuliano (160-220).

Trata-se de um dos maiores Pais da Igreja e o primeiro deles a escrever uma obra literária em latim em uma época em que geralmente essas obras eram escritas em grego, a língua da cultura no Império Romano.

Tertuliano se destacou tanto como apologista quanto como
polemista. Hoje em dia, o termo polemista não está muito em voga no meio teológico, além de secularmente ser usado diferentemente do seu uso original nos primeiros séculos da Era Cristã; e o termo apologista é usado tanto para designar aquele que defende a ortodoxia cristã diante das heresias quanto para referir-se àquele que defenda a fé cristã perante os ataques externos, seculares, dos não-cristãos.
Nos dias de Tertuliano, porém, o apologista cristão nada mais era do que aquele que defendia a fé cristã diante dos ataques dos não-cristãos, enquanto o polemista era exclusivamente aquele que defendia a ortodoxia cristã perante as heresias que grassavam eventualmente o seio da igreja. Tertuliano foi ambos e muito bem.

Uma curiosidade é que o teólogo cartaginense foi o primeiro a usar o termo "Trindade" para se referir à doutrina bíblica da triunidade divina - Pai, Filho e Espírito Santo.
A principal obra de Tertuliano foi Apologia, apesar de a maioria dos seus escritos serem de polemia cristã, especialmente de combate ao gnosticismo - notadamente, de combate aos ensinos dos líderes gnósticos Valentim e Marcião.

Em seus escritos, Tertuliano também se destaca pela sua defesa da divindade e da humanidade de Cristo na encarnação, sem confundir as duas naturezas nem diminuir nenhuma delas; e por ensinar o óbvio, que depois foi negado pela Igreja Católica: que Maria não permaneceu virgem após o parto e que ela teve, como afirmam os evangelhos, outros filhos com José.

Os católicos, ao contrário, preferem entender que os irmãos de Jesus mencionados na Bíblia eram, na verdade, primos dEle; para isso, traduzem o vocábulo usado no grego pelos evangelistas (Mt 13.55,56; Mc 6.3) - "adelphoi" - para referir-se a eles como "irmãos" como significando "primos", que era uma aplicação raríssima desse vocábulo; além do mais, havia outro vocábulo mais específico para se referir a primos naquela época: "anepsios". E "adelphoi" significa "Do mesmo útero". Como se não bastasse isso, Mateus ainda diz que José "não conheceu" - não teve relações sexuais com - Maria apenas "até ela dar à luz" Jesus (Mt 1.25).


Fonte: Silas Daniel, Ensinador Cristão, n° 56 - CPAD

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